segunda-feira, 30 de maio de 2011

RRAM: a memória ultraveloz que está vindo para ficar


À base de óxidos de metal, a nova memória RAM deve substituir a memória Flash em breve!

A indústria dos eletrônicos está em constante evolução. É comum vermos dispositivos cada vez menores e com mais poder de fogo sendo lançados. Mas a evolução também acontece dentro desses dispositivos, com os pequenos componentes que os formam. O problema é que, com o passar do tempo, os cientistas e engenheiros esbarram em limitações físicas desses componentes e, então, algo novo precisa ser pensado para substituir a tecnologia antiga. Afinal, o progresso não pode parar.
Desta vez, a indústria está se mobilizando para criar um novo tipo de memória, a Resistive Random-Access Memory (RRAM), como vem sendo chamada. Essa será uma memória não volátil, ou seja, os dados armazenados não serão apagados quando o computador for reinicializado, por exemplo.
Além disso, a RRAM oferece vantagens capazes de torná-la não apenas a substituta da memória Flash, mas também uma espécie de memória universal, combinando os benefícios da DRAM, a velocidade da SRAM e a não volatilidade da Flash.

Como funciona a RRAM?



Fotografia miscroscópica de um elemento RRAM feito de Óxido de Háfnio 


Apontada como a candidata mais forte a substituir o modelo atual de memória de acesso randômico (RAM), a RRAM acabou criando uma espécie de corrida entre as empresas interessadas em lançar produtos com essa tecnologia. Por enquanto, as apostas dizem que teremos os primeiros chips de memória RRAM sendo produzidos entre 2012 e 2013.
A principal inovação desse tipo de memória se dá pela forma de armazenamento de dados. A memória RAM guarda os dados por meio de cargas elétricas. Dessa forma, quando a carga é cortada, ou seja, quando o computador é desligado, os dados são perdidos.
A RRAM opera de maneira diferente. A memória tem sido construída com base em materiais cujas resistividades podem ser alteradas para estados de alta e baixa condutividade. É a resistência desses materiais que guarda o estado do bit na memória, e o fato de o estado dessa resistividade não se alterar quando o computador é desligado torna a memória RRAM não volátil.
Ainda não há um consenso sobre qual é o melhor material para ser utilizado na fabricação da RAM resistiva. O Imec, laboratório belga responsável pelo programa de desenvolvimento da RRAM, acredita que a melhor alternativa são óxidos de metal e, no momento, os pesquisadores estão investigando materiais que sejam também compatíveis com o CMOS. Por enquanto, os materiais mais cotados têm sido o óxido de níquel (NiO) e o óxido de háfnio (HfO).

Vantagens da RRAM


As empresas que apostam na RRAM repetem sempre o mesmo discurso: a nova memória será capaz de operar a uma velocidade maior e com um consumo menor de energia. Mas como isso é possível?

                                                           Barra de cristal de Háfnio 


A resposta para a questão da velocidade está no óxido de háfnio. Ao usar o composto como isolante no lugar do dióxido de silício, a pesquisadora Päivi Törmä, da Universidade de Tecnologia de Helsinki, obteve um ganho de velocidade surpreendente. O acesso à memória, que antes demorava alguns milissegundos, passou a ser executado em apenas 100 nanossegundos, aumentando assim a velocidade de leitura e de escrita em até 100 mil vezes.
Comparada com a memória Flash, a RRAM também exige uma voltagem menor para ser usada, ou seja, para ler e gravar dados em seu interior. Graças a isso, a nova memória deve ser uma boa opção para dispositivos com poucos recursos, além de proporcionar maior economia de energia.
Como já abordado anteriormente, uma das grandes capacidades da RRAM é a possibilidade de construção de chips cada vez menores. Enquanto a DRAM e a Memória Flash podem chegar ao limite de 18 nanômetros, a memória à base de óxido de metal pode ultrapassar a barreira dos 16 nanômetros.

A quantas anda o desenvolvimento da RRAM?


Atualmente, existem pelo menos seis empresas interessadas no mercado de RRAM. Entre elas está a Samsung, que declarou recentemente a intenção de começar a fabricação em massa dessas memórias logo no primeiro semestre de 2012.
A HP é outra empresa que tem investido pesado na fabricação da memória do futuro. Inspirada pela teoria do professor Leon O. Chua, da Universidade da Califórnia, a companhia implementou, em 2008, o memristor, que funciona de maneira análoga ao chip de RRAM explicado neste artigo. Entretanto, o material escolhido pela HP foi o dióxido de titânio.


Circuito com 17 memristors capturado por microscópio atômico 


Na prática, a empresa afirma, por meio de seu blog, que os memristors possibilitarão o desenvolvimento de smartphones e laptops com boot mais rápido e com duração maior da carga da bateria. Também podemos esperar por dispositivos cada vez mais finos e mais potentes. A HP acredita que as primeiras memórias RRAM chegarão ao mercado em meados de 2013.
Outro grande avanço feito pela HP foi constatar que o memristor é capaz não apenas de armazenar dados, mas também de realizar operações lógicas. Isso significa que, no futuro, esse tipo de memória pode acabar substituindo até mesmo os processadores, mantendo armazenamento e processamento no mesmo chip.
Ao romper essa barreira, teríamos dispositivos com ainda mais velocidade e economia de energia. A principal causa é o fato de que os dados teriam que percorrer distâncias menores, pois memória e processador estariam no mesmo chip.
Além disso, os memristors também poderão ser usados em aplicações de inteligência artificial. Engenheiros da Universidade de Michigan, por exemplo, já usaram a tecnologia para construir um computador baseado no cérebro de gatos.
Só nos resta esperar para ver quem ganhará a corrida da memória RAM resistiva.

Nova versão do Windows Phone chega até o fim de 2011 no Brasil





A Microsoft aproveitou o evento Windows Phone 7 Mango, realizado na última terça-feira, para anunciar que a nova versão do sistema operacional para portáteis deve chegar até o fim do ano no Brasil. A atualização corrige falhas e adiciona cerca de 500 novas funcionalidades ao sistema, e tem como objetivo ser uma arma poderosa contra o iPhone e smartphones que utilizam o Android.
O anúncio foi feito por Kevin Turner, diretor-chefe de operação da companhia, durante um evento realizado em São Paulo. Segundo ele, “o Brasil é o mercado mais interessante do mundo, não só em smartphones”, reafirmando a importância estratégica do país no mercado internacional.
O Brasil será o primeiro país da América Latina a receber o Mango, já com suporte ao português falado no país. A Microsoft já anunciou parcerias com a Samsung, HTC, LG e Nokia para a fabricação de aparelhos capazes de suportar o sistema operacional. Além disso, fabricantes como Acer, Fujitsu e ZTE também lançarão aparelhos contando com a novidade.

Parcerias locais


Para tentar diferenciar seu produto e ganhar uma fatia do mercado dominado pelo iPhone, a Microsoft está buscando parcerias locais com o objetivo de aprimorar a experiência oferecida pelo Mango. Entre os possíveis aliados da companhia estão o Terra Sonora, e a Ovi Música da Nokia, capazes de oferecer uma experiência multimídia mais integrada que a disponível nos aparelhos das concorrentes.
A empresa comandada por Steve Ballmer aproveitou o evento em São Paulo para anunciar a criação de um centro de pesquisa de software local. Criado em parceira com o Instituto Eldorado, de Campinas, o centro de excelência Windows Phone tem como objetivo oferecer capacitação e suporte para os desenvolvedores interessados em criar aplicativo para o sistema operacional.
Quem se interessar pelas oportunidades oferecidas pela empresa já pode obter o kit básico para desenvolvedores do Mango, disponível no site da Microsoft. Segundo os executivos da companhia, os desenvolvedores brasileiros receberão 70% da receita obtida pela venda do software, enquanto os 30% restantes ficarão com a empresa.

Digital Storm lança linha de computadores já montados para gamers



Se você é gamer fanático, mas não pensa em montar uma supermáquina peça por peça, conheça a linha ODE, da Digital Storm. São quatro máquinas já montadas, otimizadas e potentes para os gamers mais hardcore.
A linha conta com quatro configurações. A mais “poderosa” tem processador Intel i7 2600K de 3.4 GHz (que pode chegar a 5 GHz em overclock) com resfriamento líquido. Se uma placa de vídeo NVIDIA GTX 570 é boa, o que dizer das duas que a configuração máxima do ODE proporciona? O toque final é dado por dois discos rígidos, um SSD de 120 GB e um HDD de 1 TB.
Essa configuração sai por US$ 2499 nos Estados Unidos, enquanto o modelo mais modesto sai por US$ 1499. “Criamos uma máquina que oferece a performance que gamers querem sem os falir”, afirmou Rajeev Kuruppu, Diretor de Desenvolvimento de Produtos da Digital Storm, obviamente se referindo à realidade do mercado norte-americano.
Confira as quatro configurações da linha ODE:

Digital Storm ODE “Ultimate”


  • Processador Intel Core i7 2600K de 3.4 GHz (chega a 5 GHz em overclock);

  • Placa-mãe ASUS Maximus IV Extreme;

  • Chipset Intel P67;

  • 8 GB de memória RAM DDR3 de 1.6 GHz Corsair XMS3;

  • 1 SSD de 120 GB Intel;

  • 1 HD de 1 TB Hitachi/Seagate de 7200 RPM;

  • Leitor de Blu-ray;

  • Duas NVIDIA GeForce GTX 570 de 1.2 GB com SLI.

Digital Storm ODE “Best”


  • Processador Intel Core i7 2600K de 3.4 GHz (chega a 5 GHz em overclock);

  • Placa-mãe ASUS Sabertooth P67;

  • Chipset Intel P67;

  • 8 GB de memória RAM DDR3 de 1.6 GHz Corsair XMS3;

  • 1 SSD de 120 GB Intel;

  • 1 HD de 1 TB Hitachi/Seagate de 7200 RPM;

  • Leitor de Blu-ray;

  • Duas NVIDIA GeForce GTX 570 de 1.2 GB com SLI.

Digital Storm ODE “Better”


  • Processador Intel Core i7 2600K de 3.4 GHz (chega a 5 GHz em overclock);

  • Placa-mãe ASUS Maximus IV Extreme;
  • Chipset Intel P67;

  • 8 GB de memória RAM DDR3 de 1.6 GHz Corsair XMS3;

  • 1 SSD de 80 GB Intel;

  • 1 HD de 1 TB Hitachi/Seagate de 7200 RPM;

  • Leitor de Blu-ray;

  • Duas NVIDIA GeForce GTX 560 de 1 GB com SLI.

EVO 2, console baseado em Android, chega nos próximos meses aos Estados Unidos


EVO 2.

O EVO 2, console baseado no Android, passará a ser vendido a partir do outono nos Estados Unidos (primavera no Brasil). A notícia é de um comunicado oficial da Envizions, que afirma que o console chega também em algumas localidades da Europa.
O EVO 2 terá processador Samsung de 1.2 GHZ, memória DDR2 de 512 MB e sistema operacional Android 2.2 modificado. As dimensões são 170 X 111 X 30 mm. O preço estipulado é de US$ 249 e o console virá com um controle remoto EVO TV, o joystick EVO e um cabo HDMI. A Envizions promete adicionar um sensor de movimento 3D ao final de 2011, e desenvolvedores poderão baixar e testar o software em duas semanas através de um download no site da Envizions.
“EVO 2 é um console aberto em que gamers podem modificar qualquer parte do sistema. Novos updates e upgrades serão lançados periodicamente após o lançamento do sistema”, afirma o comunicado.
De acordo com a nota, o EVO 2 vai incorporar os componentes principais de software do console EVO Smart, que foi lançado em 2009. Desenvolvedores Android poderão baixar o SDK para hardware a partir de hoje, com uma taxa anual de US$ 149 por unidade.
“O desenvolvimento de jogos para o EVO 2 é mais barato para que desenvolvedores tenham a oportunidade de criar jogos em uma plataforma que vai aumentar o retorno do investimento”, afirma Derrick Samuels, fundador e presidente da Envizions.
Usuários poderão participar do processo de design do console através do Twitter, Facebook e da página oficial do EVO 2. “A comunidade pode votar no primeiro local de lançamento e na aparência do console em termos de cor, embalagem e imagem do produto”, finaliza o comunicado.

ASUS tem na manga dois modelos avassaladores de placas de vídeo NVIDIA



Durante a próxima Computex, que acontece de 31 de maio a 4 de junho em Taiwan, a ASUS vai exibir duas novas placas de vídeo baseadas no GF110. O blog pctuning.cz conseguiu uma imagem que detalha algumas especificações desses novos modelos.
A Mars II é uma edição limitada com duas GeForce GTX 580, totalizando 3 GB de memória RAM. Ideal para os praticantes mais radicais de overclocking, com interface para conferir frequência de clock, voltagem e velocidade de ventilação em tempo real.
A tecnologia especial de energia da Mars II oferece 15% a mais de performance, tempo de vida 2,5 vezes maior e operação a 35°. A placa conta com um DirectCU exclusivo que proporciona 600% a mais de fluxo de ar para dissipar o calor mais rapidamente. Os clocks de engine e memória ainda não estão definidos.
Já a Matrix 580 será disponibilizada em duas versões: “Standard”, com 782 MHz, e “Platinum”, com 816 MHz, ambas com 1.5 GB de RAM GDDR5. Ela também terá interface para conferir frequência de clock, voltagem e velocidade de ventilação em tempo real, além de ferramentas como TweakIt, Probelt e botão de segurança. A Mars II vai ocupar nada menos que três slots. Aparentemente, ela ainda terá saídas DVI, HDMI e DisplayPort.
Não há mais detalhes sobre os modelos. Resta esperar a Computex para conferir essas monstruosas placas em ação.

Kingmax lança o primeiro cartão microSD de 64 GB


Novo Micro SD da Kingmax.

A Kingmax lança o primeiro cartão microSD com capacidade de 64 GB. Ele tem compatibilidade tanto com especificações SD 3.0 quanto com SD 2.0 e pode ser utilizado em adaptadores SD e USB.
O novo Micro SD da Kingmax tem o recurso Error Correction Code (Código de Correção de Erro), que detecta e repara automaticamente dados perdidos durante a transmissão. Há também um método de alocação de dados que aumenta a vida útil do dispositivo. As informações são salvas em áreas diferentes do cartão, assim, ele é utilizado por inteiro e tem sua vida útil estendida.

Especificações


  • Capacidade: 64 GB;

  • SD 3.0 (compatível com SD 2.0);

  • Velocidade: Class 6 (6 MB/segundo);

  • Algoritmo para maximizar vida útil;

  • Código de Correção de Erros;

  • Plug and Play.

Inclusão digital para gatos



A Friskies, empresa que fabrica alimentos para animais de estimação, desenvolveu três jogos especificamente para a diversão dos gatos. O aplicativo funciona em tablets que rodam o sistema operacional iOS (da Apple) ou Android (da Google).
O Game for Cats, nome dado ao programa pela Friskies, foi baseado em pesquisas que estudam os sentidos dos felinos domésticos e a forma como eles reagem a diferentes estímulos. O jogo foi elaborado com tecnologia HTML5 e CSS3 e é gratuito.

gatos

Os games utilizam ao máximo a tecnologia touchscreen e abusam de movimentos rápidos, a fim de chamar a atenção dos bichinhos. São três tipos de jogo: Party Mix-up!, no qual eles devem capturar biscoitinhos com diversas formas; Tasty Treasures Hunt!, no qual os gatos vão à caça de tesouros; e o Cat Fishing!, no qual a missão é pegar o peixe que aparece nadando na tela.
Para aqueles que se preocupam com a tela do tablet, afinal de contas, os gatos vão com tudo para capturar os objetos animados, os fabricantes afirmam que o visor é forte o suficiente para resistir às unhas dos bichos. Portanto, pode deixar os pequenos se divertirem à vontade, sem medo de riscos ou arranhões.